Sensibilidade inteligente, o “si” da crítica clariceana

Simone Curi

Resumo


O artigo, ao estabelecer um percurso para pensar uma crítica clariceana, recorre à produção jornalística realizada pela escritora. É, pois, através do que se convencionou chamar de ‘baixa’ produção, que se deixa ler uma crítica possível, desde uma hegemonia existente nos meios de comunicação, e não obstante, excede para outro nível de observação. Se a prática alternativa implica já deslocamento, e por isso mesmo, crítica, por outra, duplamente crítica, pois que na imprensa as fronteiras são abolidas, literatura, entretenimento, diário, postulações teóricas para o pensamento se fundem. Com o qual se entende a sedução do crítico menor, operando com a sensibilidade inteligente, termo que remete à intuição bergsoniana, detido nas mínimas manifestações da vida, chama para o inaudito. Singularidade da escritura-crítica que invade o jornal, e faz o leitor se deparar com pegadas que redimensionam a biblioteca de Clarice Lispector, mas fundamentalmente, às legítimas abordagens críticas, ao produzir um saber, amplia, de modo geral, o debate sobre a função crítica.

Palavras-chave


Crítica; Filosofia; Clarice Lispector; Autobiografia

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v3e1200820-24

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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