Sob as demandas do tempo: o horizonte político no projeto literário amadiano

Júlio César da Luz, Alessandra S. Brandão

Resumo


No contexto de acirramento ideológico da década de 1930 no Brasil, a publicação de Cacau, em 1933, de Jorge Amado, levantou a discussão, entre críticos e escritores, acerca do denominado “romance proletário”, até então pouco mencionado no país. A despeito de todo o acalorado debate que se seguiu, persistiu, no entanto, um sentido um tanto impreciso, o novo gênero entendido segundo diferentes e, muitas vezes, conflitantes noções. Este trabalho recoloca essa questão, pensando-a a partir da perspectiva com que Roberto Schwarz considera a experiência intelectual brasileira, assinalada pela importação e o deslocamento de ideias europeias, cuja impropriedade exprime-se nas contradições com o contexto dissonante de sua assimilação. Partindo do debate desencadeado em torno da publicação de Cacau, busca-se relacioná-lo ao projeto ideológico que norteou a produção amadiana no início de sua carreira literária, a fim de entender o romance nos deslocamentos operados pelo ficcionista para que pudesse coaduná-lo às condições contextuais sob as quais escreveu.


Palavras-chave


Romance proletário; Jorge Amado; Cacau

Texto completo:

PDF/A


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v7e22012257-267

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

Licença Creative Commons
Revista Crítica Cultural de http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Critica_Cultural/index está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.