“Let the madness... begin!”: A dialética entre a razão e a sanidade no culto à personalidade do cantor Ozzy Osbourne

Flavio Pereira Senra

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar a construção do discurso estético do cantor britânico Ozzy Osbourne, tendo como foco as estratégias utilizadas para compor sua imagem de madman do heavy metal. Através da análise de letras de canções, entrevistas, episódios biográficos e fotos promocionais, evidencia-se o emprego de elementos pertencentes ao plano terrestre/humano na formação da imagem do artista pública como uma celebridade a ser cultuada. Dentre estes, constam o caráter limitado/insciente do ser humano “comum”, bem como o espectro da insanidade. Todavia, percebe-se que esses mesmos elementos, ainda que evidenciem um caráter “meramente mortal” da celebridade fomentam o culto à personalidade do artista, e se tornam traços fundamentais da construção de seu discurso estético/imagético/identitário.

Palavras-chave


Pós-Modernidade; Cultura de Massas; Heavy Metal; Culto à Celebridade; Insanidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v8e1201399-116

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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