‘Human After All’? Daft Punk e o culto à máquina

Marcelo Cizaurre Guirau, Rafael Mantovani

Resumo


Daft Punk é um duo formado nos anos 1990 e consagrado na década seguinte. É considerado por muitos como inovador e os próprios componentes apresentam um discurso de experimentação em música. Seu último lançamento, Random Access memories, de 2013, foi bastante aclamado por crítica e público, tendo vencido o prêmio de melhor álbum do ano de 2013 – dentre outros quatro prêmios – no Grammy 2014. O que o Daft Punk traz de realmente inovador é que eles abolem a figura humana, efeito alcançado com a eliminação da figura de (ao menos) um frontman e/ou substituindo, em geral, a voz humana pela voz mecanizada. Abolindo o homem e tendo como fantasia que a produção musical é feita por máquinas, tem-se na banda representado de forma mais completa o sonho mecanicista do século XX, trazido pela primeira vez pela escola futurista.

Palavras-chave


Techno; Daft Punk; Utopia; Máquina; Ciborgue

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v9e1201471-85

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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