LET THE PUNISHMENT FIT THE VIEWER: UMA MASO-CRÍTICA DOS FILMES DE MARIA BEATTY

Ramayana Lira de Sousa, Alessandra Soares Brandão

Resumo


A pornografia tem sido tradicionalmente vista como uma das expressões mais perfeitas da opressão falocêntrica. Esta proposta busca desafiar essa percepção ao questionar a posição da espectadora lésbica diante dos filmes pornô de tintas masoquistas dirigidos pela americana Maria Beatty. Pensando o contrato masoquista a partir de Deleuze, queremos apontar nessas obras a desacelaração da imagem-movimento que resulta do trabalho do fetiche, de tal forma que a imagem pornográfica se aproxima da imagem-tempo. A economia sexual dos filmes de Beatty está menos relacionada às reminiscências pré-Édipo tão enfatizadas pelas teorias psicoanalíticas e mais à produção de máquinas desejantes que demandam uma fragmentação radical do corpo da espectadora. Com isso, procuramos mostrar como a pornografia pode se tornar um experimento criativo que, ao deslocar posições de espectatorialidade já consolidadas em clichês, nos apresenta imagens abertas, cruéis e necessárias


Palavras-chave


Pornografia; Lesbianismo; Masoquismo; Imagem-tempo

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v9e22014241-248

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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