Kátia - um documentário sobre afetos, política e história

Ana Maria Veiga

Resumo


Este artigo tem como base o documentário Kátia, realizado em 2012 por Karla Holanda, que aborda a rotina da primeira travesti eleita para um cargo público no Brasil. O cenário do interior do Piauí nos convida a refletir sobre a história recente brasileira, também sobre aspectos estéticos e políticos, considerando a mobilização de afetos e a transformação social. Kátia sinaliza a irrupção de personagens pouco convencionais, tanto no cinema como na cena pública brasileira, numa conquista gradativa de espaço e voz. A isso se junta uma possibilidade de leitura queer do filme, que nos remete a outras questões, como a abjeção que se transforma em potência, com o protagonismo, o ativismo e a rede de relações afetivas de uma travesti que adentra o cenário político em pleno coração do Nordeste brasileiro. Uma questão a ser pontuada é como é trabalhada a experiência dos afetos mobilizados no interior da narrativa fílmica.

Palavras-chave


Kátia; Cinema; Travestismo; Política; Afetos

Texto completo:

PDF/A


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v10e22015233-242

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

Licença Creative Commons
Revista Crítica Cultural de http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Critica_Cultural/index está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.