As flores do Maɨ: forma e enquadramento nos cantos Araweté (Amazonia)

Guilherme Orlandini Heurich

Resumo


Neste artigo, analiso os refrões ou vocalizes dos cantos oñĩñã me’e dos Araweté (Pará, Brasil). A partir da noção de “leva-gente”, associo os refrões desses cantos com outras formas estéticas ameríndias, principalmente com o complexo da tocaia entre os povos falantes de línguas tupi-guarani. O material analisado aqui provêm de 14 meses de trabalho de campo que realizei junto aos Araweté, principalmente de trabalho conjunto de transcrição e tradução realizado com Irarũno Araweté (Heurich, 2015). Passando por adornos corporais, tocaias de caça, tocaias xamânicas, chocalhos e maracás, estabeleço uma linha de comparação que passa de um contexto a outro através de conexões metonímicas. Concluo que os refrões funcionam não somente como enquadramento das linhas/estrofes mas como uma forma de moldura maleável e impermanente onde ritmo e movimento são aspectos fundamentais.

Palavras-chave


Araweté; Amazonia; Etnologia Ameríndia; Antropologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v12e1201737-52

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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