Ópera ou circo? Teatro e atraso cultural na visão de Lima Barreto

Marcos Vinícius Scheffel

Resumo


No romance Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá, Lima Barreto promove uma importante discussão sobre a relação do teatro brasileiro, na cidade do Rio de Janeiro, entre meados do século XIX e início do XX, e um suposto papel civilizatório e modernizante atribuído pelos intelectuais brasileiros desse período. Neste artigo, procuro percorrer alguns desses discursos que atribuíam essa função ao teatro para depois comparar com a perspectiva crítica adotada por Lima Barreto ao desvelar o aspecto provisório de nossa modernidade periférica e dependente. Nesse sentido, percorro também trechos do Diário Íntimo e algumas crônicas do autor que se articulam com as questões encenadas em Vida e Morte.

Palavras-chave


Lima Barreto; Teatro e modernidade; Teatro e hábitos civilizados

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v6e12011183-201

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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