Blaise Cendrars − O terceiro elemento do Movimento Pau Brasil (?)

Eduardo Luis Araújo de Oliveira Batista

Resumo


Neste artigo oferecemos uma diferente visão sobre a relação do poeta Blaise Cendrars junto aos modernistas brasileiros, visto pela crítica brasileira (Amaral, 1997; Eulálio, 2001; Martins, 1992) como o responsável direto pela virada nacionalista em nosso Modernismo, e como guia dos brasileiros no “descobrimento” de sua própria nação. Cendrars é aqui apresentado como um terceiro elemento do movimento Pau Brasil − formado por Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, os três amparados pela sombra poderosa de Paulo Prado. Propomos reverter a corrente ideia de uma influência unilateral, na qual os brasileiros são situados como devedores do mestre europeu, para uma relação de influências recíprocas, sugerindo um trabalho em conjunto, concretizado em três obras: os livros de poemas Feuilles de route, de Blaise Cendrars, de 1924; Poesia Pau Brasil, de Oswald de Andrade, de 1925; e a exposição de Tarsila do Amaral realizada na Galerie Percier, em Paris, em 1926.

Palavras-chave


Blaise Cendrars; Modernismo brasileiro; Tarsila do Amaral; Oswald de Andrade

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v6e12011287-301

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

Licença Creative Commons
Revista Crítica Cultural de http://www.portaldeperiodicos.unisul.br/index.php/Critica_Cultural/index está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.