Alguma crítica: a dança do corpo poético em Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra

Adriana Carolina Hipólito de Assis

Resumo


Para além da compreensão da palavra e seus elos estritamente imanentes ou engajados, observa-se, atualmente, um novo linhavo da crítica literária ao eleger o corpo como matriz de expressão artística como suporte dos fenômenos artísticos nascidos do corpo. O presente ensaio procura evidenciar em Mia Couto em sua obra, Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2003), uma África derivada de um tempo no qual a letra manifesta-se do corpo: performance coreografada das casas-narrativas africanas. Dança estilizada dos gestos e dos movimentos cíclicos de seus antepassados traduzidos todos, na voz de Mia Couto, como arabescos sheherazadianos da grande casa que a África habita.

Palavras-chave


Crítica literária; Corpo poético; Dança

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v6e22011393-417

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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