Mia Couto e a arquitetura da desconstrução

Rodrigo Ferreira Daverni

Resumo


O presente texto apresenta uma breve apreciação da biografia de Mia Couto, sobretudo, no tocante aos aspectos indispensáveis à sua formação como escritor, a saber: a convivência com culturas heterogêneas (em casa, o ocidente; na rua, os contadores de estórias, como dizia o próprio autor) e, de modo especial, seus ofícios de jornalista e de biólogo, que lhe possibilitaram viajar por diversos espaços de Moçambique e, com isso, entrar em contato com a diversidade cultural de seu país. Cumpre aqui ressaltar tais facetas, posto que elas possibilitaram ao autor não apenas o contato com as cosmovisões rurais, como também uma leitura ainda mais apurada dos espaços moçambicanos, sua Natureza, seus rios e terras, resultando, no que toca à literatura, na exploração das inúmeras possibilidades de se constituir a espacialidade literária, de modo a avivar pela magia da palavra o cinza bélico legado pela ganância humana.

Palavras-chave


Literaturas africanas de língua portuguesa; Moçambique; Mia Couto; Espaço literário

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v6e22011419-440

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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