A poesia no romance de Mia Couto

Wagner Coriolano de Abreu

Resumo


A fim de palmilhar o romance de Mia Couto, evitando tanto o padrão estético do colonialismo quanto a eliminação das diferenças, tomo como ponto de partida duas hipóteses de Sérgio Farina, quais sejam: a) o texto literário nos leva além de si mesmo; b) para tanto, seu estatuto poético recomenda uma leitura que considere a ambiência histórico-cultural, as múltiplas leituras da estrutura de superfície e a busca da unidade e da estrutura profunda do romance. Assim, Farina afirma que interpretar a obra literária significa trocar experiências culturais e fazer a fusão de horizontes. Com Venenos de Deus, remédios do Diabo – as incuráveis vidas de Vila Cacimba, o escritor Mia Couto volta ao tema das identidades, falando sobre a mestiçagem de culturas, numa história de encontros e desencontros, que se passa em localidade africana, embora pudesse acontecer em qualquer parte do mundo.

Palavras-chave


Poesia; Mia Couto; Venenos de Deus, remédios do Diabo

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rcc.v6e22011441-450

R. crít. cult., Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1980-6493

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