Capacidades relacionais na gestão de alianças da Blanver Farmacêutica

Maria Helena Rossetto, Andréa Paula Segatto

Resumo


O objetivo deste estudo é verificar de que forma se diferem as capacidades relacionais na gestão de alianças internacionais em relação às nacionais. Para tanto, busca-se conhecer o processo de internacionalização de uma empresa representativa do setor farmacêutico brasileiro, a fim de identificar a consolidação de alianças estratégicas; analisar as parcerias estratégicas constituídas por ela para atuação no mercado interno e no mercado externo, em termos de suas características principais e de gestão; e identificar as capacidades relacionais de gestão desenvolvidas por meio de rotinas. A pesquisa classifica-se como qualitativa, com estudo de caso único, sendo caracterizada como pesquisa de campo, documental, ex post facto. Em conclusão, observou-se que há consonância entre as características das alianças observadas e a literatura, e que há diferenças entre as alianças nacionais e internacionais no tocante às capacidades relacionais, embora pequenas.

 

 


Palavras-chave


Aliança estratégica, Gestão da aliança, Capacidades relacionais de gestão.

Texto completo:

PDF/A

Referências


BABBIE, E. The practice of social research. 12 ed. Belmont: Thomson Learning, 2007.

BADIR, Y. F.; BUCHEL, B.; TUCCI, C. L. The performance impact of intra-firm organizational design on an alliance’s NPD projects. Research Policy [S.l.], v. 38, n. 8, p. 1350–1364, 2009.

BANALIEVA, E. R.; ATHANASSIOU, R. Regional and global alliance network structures of triad multinational enterprises. Multinational Business Review [S.l.], v. 18, n. 1, p. 1 – 24, 2010.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Tradução Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Lisboa: Edições 70, 2006.

BAUM, J.A.C.; CALABRESE, T.; SILVERMAN, B. S. Don’t go it alone: alliance network composition and startup’ performance in Canadian biotechnology. Strategic Management Journal, Chichester, v. 21, n. 3, p. 267-294, 2000.

BECKER, M. C. A framework for applying organizational routines in empirical research: linking antecedents, characteristics and performance outcomes of recurrent interaction patterns. Industrial and Corporate Change [S.l], v. 14, n. 5, p. 817-846, 2005.

BECKER, M. C.; et al. Applying organizational routines in understanding organizational change. Industrial and Corporate Change [S.l.], v. 14, n. 5, p. 775-791, 2005.

BLANVER: Institucional, 2013. Disponível em: < http://www.blanver.com.br/institucional>. Acesso em: 14 set.2013.

BLANVER: Produtos, 2014. Disponível em: < http://www.blanver.com.br/farmaceuticos>. Acesso em: 14 fev. 2014.

BOUQUET, C., A. MORRISON; J. BIRKINSHAW. International attention and multinational enterprise performance. Journal of International Business Studies [S.l.], v. 40, n. 1, p. 108-131, 2009.

BRUNO, M. A.; VASCONCELLOS, E. Eficácia da aliança tecnológica: estudos de caso no setor químico. Revista de Administração, v. 31, n. 2, p. 73-84, 1996.

CBE. Capitais brasileiros no exterior (2011). Disponível em: < http://www4.bcb.gov.br/rex/cbe/port/cbe.asp>. Acesso em: 16 fev. 2013.

COTTA, C. E. G.; DALTO, E. J. Aliança estratégica no canal de marketing: o caso ALE Combustíveis S. A. Produção, v. 20, n. 2, p. 160-171, 2010.

CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

DA COSTA, P. R.; PORTO, G. S.; DA SILVA, A. T. B. Capacidades dinâmicas de inovação e cooperação: aspectos da trajetória e da maturidade das multinacionais brasileiras. In: XV SEMEAD, 2012, São Paulo, 2012. Disponível em: < http://www.ead.fea.usp.br/semead/15semead/resultado/trabalhosPDF/797.pdf>. Acesso em: 11 out.2013.

DOZ, Y.; HAMEL, G. A vantagem das alianças: a arte de criar valor através de parcerias. Rio de Janeiro: Qualimark, 2000.

ELMUTI, D; ABEBE, M; NICOLOSI, M. An overview of strategic alliances between universities and corporations. Journal of Workplace Learning, [S.l.], v. 17, n. 1, p. 115 – 129, 2004.

ERTEL, D.; WEISS, J.; VISIONI, L. J. Managing alliance relationships: ten key corporate capabilities. Boston: Vantage Partners, 2001.

EXAME. Fazer mais custa menos (2011). Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 2014.

FDC. Ranking das transnacionais brasileiras 2012: os benefícios da internacionalização. [S.l.]: Fundação Dom Cabral, 2012. Disponível em: . Acesso em: 18 out. 2013.

FERRO, A. F. P. Gestão da inovação aberta: práticas e competências em P&D Colaborativa. Tese (Doutorado em Política Científica e Tecnológica) Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica, Instituto de Geociências Universidade Estadual de Campinas. Campinas, 2010. Disponível em: . Acesso em: 18 out. 2013.

FURTADO, J.; URIAS, E. A Evolução da indústria farmacêutica no Brasil: elementos para uma caracterização dos movimentos recentes, com ênfase nas políticas de inovação. São Paulo, 2009. Submetido à publicação.

HARRIGAN, K. R. Strategic alliances and partner asymmetries. In: CONTRACTOR, Farok L. & LORANGE Peter. Cooperative strategies in international business. Lexington, Lexington Books, 1988, p. 205-226.

HEIMERIKS, K.H., DUYSTERS, G. Alliance capability as a mediator between experience and alliance performance: an empirical investigation into the alliance capability development process, Journal of Management Studies, [S.l.], v. 44, n. 1 p. 25 – 50, 2007.

HELFAT, C. E., et al. Dynamic capabilities: understanding strategic change in organizations. Malden, MA: Blackwell, 2007.

HITT, M. A.; IRELAND, R. D.; HOSKISSON, R. E. Administração estratégica. São Paulo: Thomson, 2002.

IBGE: Produção Industrial cresce 1,5% em agosto. Disponível em: . Acesso em: 30 abr. 2013.

ISTOEDINHEIRO: Setor farmacêutico tem crescimento de 15,8% em 2012, 2013 Disponível em: . Acesso em: 30 abr. 2013.

JOHNSEN, R.; FORD, D. Interaction capability development of smaller suppliers in relationships with larger customers. Industrial Marketing Management, [S.l.], v. 35, n. 8, p. 1002-15, 2006.

KELLY, M.J., SCHAAN, J.L., JONCAS, H. Managing alliance relationships: key challenges in the early stages of collaboration. R&D Mangement, [S.l.], v. 32, n. 1, p.11-22, 2002.

LAVIE, D; MILLER, S. R. Alliance Portfolio Internationalization and Firm Performance. Industry Studies, [S.l.], v. 19, n. 4, p. 623-646, 2008.

LEONARD-BARTON, D. Core capabilities and core rigidities: A paradox in managing new product development, Strategic Management Journal, [S.l.], v. 13, n. 1, p.111-125, 1992.

LIMA, F. G. S. N.; CAMPOS FILHO, L. A. N. Mapeamento do estudo contemporâneo em alianças e redes estratégicas. Revista Brasileira Gestão de Negócios, São Paulo, v. 11, n.31, p.168-182, 2009.

MENDEL, P. R.; FERREIRA, G, C. A gestão de alianças estratégicas como base para a inovação tecnológica: o caso de uma empresa petroquímica. In: XXIV Simpósio de Gestão de Inovação Tecnológica, 2006, Gramado. Anais do XXIV Simpósio de Gestão de Inovação Tecnológica, 2006. v. 1. p. 1-16.

MITREGA, M. Network partner knowledge and internal relationships influencing customer relationship quality and company performance. Journal of Business & Industrial Marketing, [S.l.], v. 27, n. 6, p. 486 – 496, 2012.

NELSON, R.R.; WINTER, S.G. In Search of Useful Theory of Innovation. Revista Brasileira de Inovação, [S.l.], v. 3, n. 2, p. 237 – 282, 2004.

NGUGI, I. K.; JOHNSEN, R. E.; ERDÉLYI, P. Relational capabilities for value co-creation and innovation in SMEs. Journal of Small Business and Enterprise Development, [S.l.], v. 17, n. 2, p. 260 – 278, 2010.

OHMAE, K. The global logic of strategic alliances. Harvard Business Review, Boston, 1989.

OLIVEIRA; E. R.; MARTINS, J. V. B.; QUENTAL, C. Capacitação tecnológica dos laboratórios farmacêuticos oficiais. Revista de Administração Contemporânea, [S.l.], v. 12, n. 4, p. 953-974, 2008.

PAGANO, A. The role of relational capabilities in the organization of international sourcing activities: a literature review. Industrial Marketing Management, [S.l.], v. 38; p. 903–913, 2009.

PAGNUSSATT, V. Alianças estratégicas de bancos com seguradoras no Brasil Dissertação. (Mestrado em Administração) Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2010. Disponível em: Acesso em: 18 out. 2013.

PALMEIRA FILHO, P. L. et al. O desafio do financiamento à inovação farmacêutica no Brasil: a experiência do BNDES Profarma. Revista do BNDES, [S.l.], v. 37, p. 67-90, 2012.

PRAHALAD, C.K.; RAMASWAMY, V. O futuro da competição: como desenvolver diferenciais inovadores em parceria com os clientes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

ROTHAERMEL, F.; DEEDS, D. Alliance type, alliance experience and alliance management capability in high-technology ventures. Journal of Business Venturing, [S.l.], v. 21, n. 4, p. 429-460, 2006.

SCHILKE, O.; GOERZEN, A., Alliance management capability: an investigation of the construct and its measurement. Journal of Management, [S.l.], v. 36, n.5, p. 1192 – 1220, 2010.

TAVARES, M. G.; MACEDO-SOARES, T.D.A. Alianças e redes estratégicas: as tendências nas empresas líderes no Brasil. REVISTA DO BNDES, [S.l.], v. 10, n. 19, p. 293-312, 2003.

TEECE, D. J. Explicating dynamic capabilities: the nature and microfoundations of (sustainable) enterprise performance. Strategic Management Journal, [S.l.], v. 28, n. 1., p. 1319–1350, 2007.

VARADARAJAN, P. R.; CUNNINGHAM, M. H. Strategic alliances: a synthesis of conceptual foundations. Journal of the Academy of Marketing Science, [S.l.], v. 23, 282-296, 1995.

VERGARA, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Editora Atlas, 1998.

VYAS, N. M.; SHELBURN, W. L.; ROGERS, D. C. An analysis of strategic alliances: forms, functions and framework. Journal of Business & Industrial Marketing, [S.l.], v. 10, n. 3, p. 47 – 60, 1995.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 3. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.




DOI: http://dx.doi.org/10.19177/reen.v7e12014p.181-212

##plugins.generic.alm.title##

##plugins.generic.alm.loading##

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


R. eletr. estrat. neg.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1984-3372

Licença Creative Commons


REEN is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported .