Gestão de conflitos em um complexo penitenciário de segurança máxima no estado de Santa Catarina

Jacir Leonir Casagrande, Karini Regina Homem, Nei Antônio Nunes, Louise Corseuil, Joici Lilian Rodrigues

Resumo


Este artigo se propõe analisar a gestão de conflitos entre agentes táticos e agentes pedagógicos em um Complexo Penitenciário de Segurança Máxima sediado no estado de Santa Catarina. A pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa com Análise de Discurso em um estudo de caso interpretativo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas, em meados de 2014, com agentes e professores prisionais. Buscou-se identificar o que tem motivado os conflitos, entendidos como fenômenos comportamentais e organizacionais. Os dados mostraram que é premente uma mudança de mentalidade dos gestores e profissionais que desenvolvem atividades no Complexo Penitenciário, e fomentar novas experiências de gestão em presídios. 

 


Palavras-chave


Gestão de Conflitos; Segurança; Ensino; Sistema Penitenciário.

Texto completo:

PDF/A

Referências


ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico. 10 ed. São Paulo: Atlas, 2010.

ALAVI, M.; CARLSON, P. A review of MIS research and disciplinary development. Journal of Management Information Systems, v. 8, n. 4, 1992.

BECCARIA, C. Dos delitos e das penas. Lisboa: Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, 2007.

BENTHAM, J. O panóptico ou a casa de inspeção. In: SILVA, Tomaz T. da (Org.). O panóptico. Belo Horizonte: Autêntica, 2000, p. 11-74.

BLAKE, R.; MOUTON, J. El aspecto humano de la productividad. Bilbao: Deusto, 1986.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, Brasília,DF, Senado, 1988.

BRASIL. Lei n.º 7.210, de 11 de Julho de 1984. Código de Processo Penal. 7º. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

BRASIL. Lei de Execução Penal, nº 7.210, de 11 de novembro de 1984, dispõe sobre a execução penal no Brasil. Código de Processo Penal. São Paulo: Editora Saraiva, 2002.

BOGDAN, R.; TAYLOR, S. Introduction to qualitative research methods: Aphenomenological approach to the social sciences. New York: J. Wiley, 1975.

CAMILO, E. Noção de problema em Relações Públicas: contributos para uma sistematização. S/Ed., 2002.

CUNHA, P.; LEITÃO, S. Manual de Gestão Construtiva de Conflitos. Porto, Edições Universidade Fernando Pessoa, 2011.

CHANLAT, J. F. O indivíduo na organização: dimensões esquecidas - A gestão de conflitos nas organizações. São Paulo: Atlas, 1996.

DEJOURS, Christophe. A banalização da injustiça social. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014.

DIMAS, I. D.; LOURENÇO, P.R. & MIGUEZ, J. Conflitos e Desenvolvimento nos Grupos e Equipas de Trabalho – uma abordagem integrada, Psychologica, 2005.

DINIZ, E. Globalização, reformas econômicas e elites empresariais: Brasil anos 1990. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004.

FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1999.

FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.

FOUCAULT, M. Ditos e escritos: IV - Estratégia, poder-saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

FOUCAULT, M. Ditos e escritos: VIII - Segurança, penalidade e prisão. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.

FOUCAULT, M. Ditos e escritos: XIX – Genealogia da ética, subjetividade e sexualidade. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.

GIL, A.C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

JUSBRASIL. Revista Eletrônica Jus Brasil Educação Jurídica, Política e Gestão Pública. Disponível em: . Acesso em: 12 de set. de 2014.

LEITE, A. L. A mediação penal de adultos: Um novo “paradigma” de justiça? Análise crítica da Lei nº 21/2007, de 12 de junho. Coimbra: Coimbra Editora, 2008.

MORGAN, G. Imagens da Organização, Trad. Cecília W. Bergamini e Roberto Coda, São Paulo: Atlas, 1996.

MOSCOVICI, S. Sociedade contra natureza. Petrópolis: Vozes, 1975.

MOTTA, P. R. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. 15 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004.

NUNES, N. A. Agamben e o conceito de estado de exceção. Revista de Direito, Florianópolis, n. 3, p. 201-207, jul./dez. 2007.

PEREIRA, J.; GOMES, B. Conflito – Gestão do Conflito. Coimbra: Instituto Politécnico de Coimbra, 2007.

PORTUGUES, M. R. Educação de Adultos Presos. Revista Educação e Pesquisa, v. 27, n. 2, São Paulo, 2001.

PRUITT, D. G.; KIM, S. H. Social Conflict: Escalation, Stalemate and Settlement. New York: McGraw Hill, 2004.

QUINN, R. E. et al. Competências Gerenciais: princípios e aplicações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

SABADEL, A. L. Manual de sociologia jurídica: introdução à uma leitura externa do direito. 4 ed., rev. atual. e ampl. São Paulo: Revista do Tribunais. 2008.

SANTOS, J.R. R. Práticas de segurança nas unidades penais do Paraná. Curitiba, 2011.

SCHERMERHORN, Jr.; HUNT, J. G.; OSBORN, R.N. Fundamentos de Comportamento Organizacional. 2 ed. Porto Alegre: Bookman, 1998.

TEIXEIRA, C. Relato de experiência na educação carcerária. Rev. Educação. São Paulo: 2007.

TRAGTEMBERG, M. Administração, poder e ideologia. 1 ed. São Paulo: UNESP, 1971.




DOI: http://dx.doi.org/10.19177/reen.v8e12015264-293

##plugins.generic.alm.title##

##plugins.generic.alm.loading##

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


R. eletr. estrat. neg.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1984-3372

Licença Creative Commons


REEN is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported .