ESTRATÉGIAS DE EMPREENDEDORISMO INSTITUCIONAL NUMA REDE DE EMPRESAS DE TURISMO

Ellen Corrêa Wandembruck Lago, Márcio Jacometti, Thiago Cavalcante Nascimento, Leandro Rodrigo Canto Bonfim, Luiz César de Oliveira

Resumo


Este artigo apresenta o estudo de uma rede de empresas do setor de turismo nas cidades de Quatro Barras e Campina Grande do Sul, Paraná. O objetivo foi identificar estratégias que fomentam o empreendedorismo institucional na região e o desenvolvimento do perfil empreendedor dos agentes envolvidos. Trata-se de um estudo de caso que utilizou análise de conteúdo de documentos e observação direta no campo. As estratégias adotadas pelas doze empresas investigadas foram identificadas de acordo com os conceitos de formulação estratégica, sugerindo que a adoção de estratégias conjuntas estimulou tanto o empreendedorismo corporativo como o institucional.


Palavras-chave


Estratégias de empreendedorismo; Empreendedorismo Institucional; Perfil Empreendedor; Empreendedorismo Corporativo; Rede de Turismo.

Texto completo:

PDF/A

Referências


ALDRICH, H.; MARTINEZ, M. Many are called, but few are chosen: an evolutionary perspective for the study of entrepreneurship. Entrepreneurship Theory and Practice, v. 25, n. 4, p. 41–56, 2001.

ANDREWS, K. R. The concept of corporate strategy. Homewood, IL: Dow Jones-Irwin, 1971.

ANGROSINO, M. Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Bookman, 2009.

BACIC, M. J. Empreendedorismo e desenvolvimento. In: World Conference on Business Incubation. Rio de Janeiro: ANPROTEC, 2001.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2010.

BATTILANA, J.; LECA, B.; BOXENBAUM, E. How actors change institutions: towards a theory of institutional entrepreuneurship. Academy of Management Annals, v. 3, n. 1, p. 65-107, 2009.

BERGER, P. L.; LUCKMANN, T. The social construction of reality: a treatise in the sociology of knowledge. New York: Doubleday Anchor Book, 1967.

BERTHERAT, J. L’essaimage: levier de la création d’entreprises, Raport au Ministre du Travail, de l’Emploi, Paris: La Documentation Française, 1989.

BOSTJAN, A. D. H. Clarifying the intrapreneurship concept, Journal of Small Business and Enterprise Development, v. 10, n. 1, p. 7 – 24, 2003.

BURGELMAN, R. A. Corporate entrepreneurship and strategic management: insights from a process study, Management Science, v. 29, n. 12, dez., 1983.

BYGRAVE, W.; MINNITI, M. The social dynamics of entrepreneurship. Entrepreneurship theory and practice. Texas: Baylor University, p. 35-36, out., 2000.

CHAFFEE, E. E. Three models of strategy. Academy of Management Review, v. 10, n. 1, p. 89-98, 1985.

CHAFFEE, E. E.; TIERNEY, W. G. Collegiate culture and leadership strategies. New York: American Council on Education and Macmillan Publishing Company, 1988.

CHANDLER, A. D. Strategy and structure: chapters in the history of the American industrial enterprise. Cambridge: MIT Press, 1962.

COX, L. W. International entrepreneurship: a literature review, 1997. Disponível em: Acesso em: 31 maio de 2016.

DIMAGGIO, P. J.; POWELL, W. W. The iron cage revisited: institutional isomorphism and collective rationality in organizational fields. In: POWELL, W. W.; DIMAGGIO, P. J (Org.) The new institutionalism in organization analysis. Chicago: University of Chicago Press, 1991, p. 63-83.

DORADO, S. Institutional entrepreneurship, partaking, and convening. Organization Studies, v. 26, n. 3, p. 385-414, 2005.

EISENSTADT, S. N. Cultural orientations, institutional entrepreneurs, and social change: comparative analysis of traditional civilizations. American Journal of Sociology, v. 85, p. 840-869, 1980.

ELLIS, R. J.; TAYLOR, N. Specifying entrepreneurship. Frontiers of Entrepreneurship Research. Wellesley: Babson College, p. 527-542, 1987.

EURADA. European Association of Development Agencies, 2003. Disponível em: Acesso em: 30 maio de 2016.

FERNANDES, B. H. R.; MACHADO-DA-SILVA, C. L. O impacto da internacionalização nos esquemas interpretativos dos dirigentes do banco Bamerindus. Revista de Administração de Empresas, v. 39, n. 1, p. 14-24, 1999. http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75901999000100003.

FERREIRA, J. Corporate entrepreneurship: a estrategic and structural perspective. New England Journal of Entrepreneurship, p. 59-71, 2001.

FREITAS, M. C. D.; MENDES JR., R. Incubação de empresas. In: SILVA JR. R. G. (Org.). Empreendedorismo tecnológico. Curitiba: IEP, 2009.

FRUMKIN, P.; KAPLAN, G. Institutional theory and the micro-macro link. Job Paper. Disponível em: acesso em: maio de 2016.

GARTNER, W. B. Who is an entrepreneur? Is the wrong question. American Journal of Small Business. Baltimore, p. 11-31, 1988.

GARUD, R.; HARDY, C.; MAGUIRE, S. Institutional entrepreneurship as embedded agency: an introduction to the special issue. Organization Studies, v. 28, n. 7, p. 957-969, 2007.

GIDDENS, A. A constituição da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

GREENWOOD, R.; SUDDABY, R. Institutional entrepreneurship in mature fields: the big five accounting firms. Academy of Management Journal, v. 49, n. 1, p. 27-48, 2006.

GUTH, W.; GINSBERG, A. Guest editors’ introduction. Corporate Entrepreneurship Strategic Management Journal. v. 11, p. 287-308, 1990.

JACOMETTI, M.; CRUZ, G. A.; BARATTER, M. A. Perfil empreendedor: uma reflexão sobre a formação empreendedora baseada em cultura, poder e estratégia. Administração de Empresas em Revista, v. 10, p. 191-206, 2011.

JACOMETTI, M.; BULGACOV, S. Análise das interfaces da gestão com o processo estratégico, ambiente e desempenho organizacional: um referencial de análise metateórico. Gestão & Planejamento (Salvador), v. 13, p. 4-24, 2012.

JONES, C. Co-evolution of entrepreneurial careers, institutional rules and competitive dynamics in American film, 1895-1920. Organization Studies, v. 22, n. 6, p. 911-944, 2001.

KANTER, R.M. Quando os gigantes aprendem a dançar. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

KOTLER, P.; BERGER, R.; BICKOFF, N. The Quintessence of Strategic Management: what you really need to know to survive in business. Berlim: Springer, 2016.

KOURILOFF, M. Exploring perceptions of a priori barriers to entrepreneurship: a multidisciplinary approach. Entrepreneurship Theory and Practice, Texas, p. 59-79, 2000.

KURATKO, D. F.; MONTAGNO, R. V.; HORNSBY, J. S. Developing an entrepreneurial assessment instrument for effective corporate entrepreneurship. Strategic Management Journal, v. 11, p. 49-58, 1990.

LA ROVERE, R. L.; SHEHATA, L. D. Políticas de apoio a micro e pequenas empresas e desenvolvimento local: alguns pontos de reflexão. Revista Redes, v. 11, n. 3, p. 9-24, 2007.

LASTRES, H. M. M.; CASSIOLATO, J. E.; MACIEL, M. L. Pequena empresa: cooperação e desenvolvimento local. Rio de Janeiro: Relume Damará, 2003.

LORSCH, J. W. Managing culture: the invisible barrier to strategic change. California Management Review, v. 28, n. 2, p. 95-109, 1986.

MACHADO-DA-SILVA, C. L.; FONSECA, V. S.; FERNANDES, B. H. R. Cognição e institucionalização na dinâmica da mudança em organizações. In: RODRIGUES, S. B.; CALDAS, M. P. (eds.). Novas perspectivas na administração de empresas: uma coletânea luso-brasileira. São Paulo: Iglu, 2000. p. 124-150.

MACHADO-DA-SILVA, C. L.; FONSECA, V. S.; CRUBELLATTE, J. M. Estrutura, agência e interpretação: elementos para uma abordagem recursiva do processo de institucionalização. RAC. Revista de Administração Contemporânea, v. 9, n. 1. ed. esp, p. 09-39, 2005.

MACHADO-DA-SILVA, C. L.; GUIMARÃES, T. B. C. Empreendedorismo como estratégia corporativa na perspectiva institucional de análise: estudo de caso. In: EnANPAD, 2005, Brasília. Anais do XXIX Encontro Anual da ANPAD. Rio de Janeiro: ANPAD, 2005. v. 01. p. 01-16.

MACMILLAN, I. C. et al. Corporate venturing: alternatives, obstacles encountered and experience effects. Journal of Business Venturing, v, 1, n. 2, p. 177-192, 1986.

MANUAL DE OSLO. Diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação. Produção: ARTI e FINEP. 3. ed. 2005.

MARKIDES, C. Strategic innovation. Sloan Management Review, v. 38, n. 3, p. 9-23, 1997.

MEYER, J. W.; ROWAN, B. Institutional organizations: formal structure as myth and ceremony. American Journal of Sociology, v. 83, n. 2, p. 340-363, 1977.

MERRIAM, S. B. Qualitative research: a guide to design and implementation. San Francisco: Jossey-Bass, 2009.

MTUR. Ministério do Turismo. Programa Talentos do Brasil Rural, 2016. Disponível em: Acesso em: 26/06/2016.

MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. 2ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.

NORDQVIST, M.; WENNBERG, K.; BAU, M. HELLERSTEDT, K. An entrepreneurial process perspective on succession in family firms. Small Business Economics, v. 40, n. 4, p. 1087-1122, 2013.

OLIVEIRA, J. M. Modelo para a integração dos mecanismos de fomento ao empreendedorismo no âmbito das universidades: o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Florianópolis, 2006. 182 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina.

PINCHOT, G. Intrapreneuring: por que você não precisa deixar a empresa para tornar-se um empreendedor? São Paulo: Harbra, 1989.

PORTER, M. A vantagem competitiva das nações. São Paulo: Pioneira, 1990.

PUTNAM, R. D. Comunidade e democracia: a experiência da Itália moderna. Rio de Janeiro: FGV, 1996.

QBCAMP. Associação Industrial e Comercial de Quatro Barras e Campina Grande do Sul, 2016. Disponível em: Acesso em: junho de 2016.

QUINN, J. B. Strategies for change. In: MINTZBERG, H.; QUINN, J. B. The strategy process. 2. ed., Rio de Janeiro: Prentice-Hall, 1991.

RICHARDSON, R. J. (Org.) et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

RONDA-PUPO, G. A.; GUERRAS-MARTÍN, L. A. Dynamics of the evolution of the strategy concept 1962–2008: a co-word analysis. Strategic Management Review, v. 33, p. 162-188, 2012.

SCOTT, W. R. Organizations: rational, natural and open systems. 3. ed. Englewood Cliffs, New Jersey: Prentice Hall, 1992.

SCOTT, W. R. Institutions and organizations. Thousand Oaks: Sage Publications, 1995.

SCHUMPETER, J. The Theory of Economic Development. Harvard University Press, Cambridge Massachusetts, 1934.

SEBRAE. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Talentos do Brasil: catálogo de produtos e serviços. Porto Alegre, 2014.

SIMON, H. Comportamento administrativo. Rio de Janeiro: FGV, 1979.

STAKE, R. E. Qualitative case studies. In: DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. The Sage Handbook of Qualitative Research. 3. ed. Thousand Oaks: Sage, 2005, p. 443-466.

STONER, J. A. F.; FREEMAN, R. E. Administração. 5. ed. Rio de janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1995.

TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.

VAN DE VEN, A. H., Central problems in the management of innovation. Management Science, v. 32, n. 5, mai 1986.

VESPER, K. New ventures strategies. New York: Prentice Hall, 1980.

YIN, R. K. Qualitative research from start to finish. New York: Gilford Press, 2011.

ZAHRA, S. A. Predictors and financial outcomes of corporate entrepreneurship: an exploratory study. Journal of Business Venturing, v. 6, p. 259-285, 1991.




DOI: http://dx.doi.org/10.19177/reen.v11e32018136-168

##plugins.generic.alm.title##

##plugins.generic.alm.loading##

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


R. eletr. estrat. neg.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1984-3372

Licença Creative Commons


REEN is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported .