Referenciação e marcas de conhecimento partilhado

Mônica Magalhães Cavalcante, Leonor Werneck dos Santos

Resumo


Pretendemos, com este ensaio, demonstrar, em gêneros de três domínios discursivos distintos, como os interlocutores recorrem mais, ou menos, a conhecimentos prévios, ainda que apenas supostamente compartilhados, para reelaborar os referentes e os sentidos do texto. Nossa análise incidirá sobre as diversas recategorizações de objetos de discurso, por parte do leitor, em dêiticos, introduções referenciais e anáforas, diretas e indiretas. Assumimos o pressuposto de Apothéloz e Pekarek-Dohler (2003), já reconhecido em trabalhos anteriores (CAVALCANTE, 2011), de que o referente não se introduz e nem sempre se mantém no texto somente pela explicitação de expressões referenciais. Com isso, refletiremos sobre como a reconstrução desses referentes não homologados na superfície do texto se confirma pela recorrência a mecanismos inferenciais mais complexos e sempre se orienta por trilhas estruturais (LIMA, 2003, LEITE, 2007). 

Palavras-chave


Leitura; Conhecimento partilhado; Referenciação

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Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

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