E TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO: A REPRESENTAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS NOS CURRÍCULOS ESCOLARES DO RIO DE JANEIRO

Dndª. Danielle Bastos Lopes (PROPED-UERJ)

Resumo


A partir do trabalho entre aldeias de diferentes estados brasileiros, concentramos agora nossa pesquisa sobre a análise da Lei 11.645/08 e sua consequente representação das culturas indígenas no currículo escolar. A referida lei revoga o parecer 10.639/04, que aprovou a obrigatoriedade do estudo da história e cultura dos povos africanos, acrescentando a mesma obrigatoriedade para o estudo da história e cultura dos povos indígenas. Mais especificamente, nossa intenção é, a partir dos estudos de doutorado no Programa de Educação da UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, analisar os conflitos e negociações entre as políticas curriculares, buscando entender como são trabalhadas as diferenças culturais dos povos indígenas no currículo da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Neste esforço, além da pesquisa sobre as fontes documentais e bibliográficas, entrevistamos professores matriculados nas redes públicas de ensino do estado e município. Deste modo, nosso eixo concentra-se na concepção de currículo como espaço-tempo de fronteira e, portanto, contrariamente a uma perspectiva de ensino alicerçada em identidades fixas e relações harmônicas, procuramos analisar as negociações, desvios e ambiguidades no ensino que representa os povos indígenas.


Palavras-chave


Culturas Indígenas; Lei 11.645/08; Políticas Curriculares.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v7e11201396-112

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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