O poético e o ficcional na educação das crianças

Sandra Richter

Resumo


Para problematizar o poder produtivo das ações educativas não intencionais, aquelas que naturalizam a ausência de encanto como modo escolar de aprender a realidade, o estudo propõe abordar a relação entre a dimensão ficcional da arte e a educação das crianças como compromisso inadiável de favorecer aprendizagens que recuperem para as linguagens o poder produtivo da imaginação poética. Desde a fenomenologia da imaginação poética em Gaston Bachelard e sua interlocução com as fenomenologias do corpo em Maurice Merleau-Ponty e da ação em Paul Ricoeur, o estudo afirma a importância formativa da experiência ficcional das primeiras aprendizagens extraídas de um saber fazer – fingere – que desde a infância constitui a linha de demarcação a partir da qual aprendemos a interpretar e engendrar ações que dão às coisas outro curso.

Palavras-chave


Infância; Artes plásticas; Imaginação poética

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v1e1200842-66

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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