Da ética do dever-ser a ética do diálogo

Wellington Lima Amorim, Sérgio Ricardo Gacki

Resumo


Este artigo tem o objetivo de demonstrar a aparente contradição do pensamento hegeliano. A tentativa de Hegel é unir a substância de Espinosa com o “Eu” de Kant, ou seja, necessidade e contingência. Como sabemos este projeto é inacabado, e um operador modal, ou seja, um dever-ser cósmico mais fraco que o dever-ser kantiano perpassando todo o sistema, não resolve esta questão. Refletir sobre esta problemática nos conduz ao conceito de ética do diálogo em Gadamer sendo possível nos levar em direção a uma estrutura ética intersubjetiva. Portanto, deve-se postular tal questão "ab initio” para justificar o caminho da presente argumentação, que ao reconhecer essa dimensão de encontro do humano, defende o diálogo hermenêutico como cerne dessa estrutura ética. Em Gadamer existe um convite para um reconhecimento do que esta em jogo: o diálogo. No horizonte da perspectiva hermenêutica, o diálogo constitui-se em uma práxis, uma postura fundamentalmente ética.

Palavras-chave


Hermenêutica; Ética; Dever-ser

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v4e7201165-78

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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