Da infância à juventude: a trajetória dos “sem lugar” que vivem nas ruas de Porto Alegre

Anelise Gregis Estivalet

Resumo


A questão central deste trabalho refere-se ao cotidiano de jovens que vivem nas ruas da cidade de Porto Alegre. Utilizo o termo sem-lugar para evidenciar o que seus relatos demonstram que parecem nascer “sem lugar” no mundo, crianças que ao nascerem não tiveram lugar em suas famílias nem em suas comunidades de origem e, hoje jovens adultos, buscam achar este lugar. Interessou-me entender como ocorreu a sua saída para a rua, a relação antes e depois com sua família, bem como os motivos que os levam a permanecer ou não nessas condições de vida. O trabalho de pesquisa de campo consistiu em observações sobre o cotidiano dos jovens nas ruas e realização de entrevistas. A pesquisa foi realizada com quatro jovens entre dezessete e vinte anos que vivem ou viveram em situação de abandono nas grandes cidades. Detectei que esses jovens que vivem nas ruas confrontam-se com o limite do tempo como uma moratória vital.


Palavras-chave


Maioridade; Meninos e meninas que vivem nas ruas; Jovens em situação de vulnerabilidade social

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v4e82011458-503

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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