Da configuração antropológica da filosofia ao pensamento do acontecimento: devir, infância e educação

Rodrigo Barbosa Lopes

Resumo


Este artigo tem o objetivo de propor em linhas gerais uma alternativa ao discurso antropológico-humanista do pensamento filosófico, que predominava em fins do século XIX, e que ainda hoje estende seus efeitos ao pensamento da filosofia sobre a educação e sobre o tema do sujeito e da subjetividade no processo educativo. Essa alternativa está proposta na forma de uma síntese do conceito de devir, pensado por Deleuze e Guattari na obra Mille Plateaux, com o conceito de infância compreendida como signo do novo, da afirmação, da diferença e da criação no pensamento. Propõe-se, desse modo, pensar a dimensão ética e política da subjetividade e dos modos de subjetivação a partir do conceito de devir-criança, como um signo capaz de colocar a relação pedagógica e a produção de subjetividade que dela resulta no cruzamento de intensidades e singularidades pré-individuais que o acontecimento nos abre, e da experiência que com elas somos capazes de criar.

Palavras-chave


Devir; Acontecimento; Subjetividade; Infância; Educação

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v4e0201169-85

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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