Educação dos sentidos: estética e biopolítica na experiência surrealista

Carlos José Martins

Resumo


Este trabalho toma por tema a (re)educação dos sentidos tal como foi empreendida na experiência estética dos primórdios do movimento surrealista. Em especial, toma-se como foco a relação entre o corpo, o espaço-tempo da cidade moderna como uma das mais instigantes experiências surrealistas. Tal experiência se estabelece entre dois pólos. De um lado, temos a estruturação biopolítica da cidade com todos os dispositivos de esquadrinhamento, controle e racionalidade que lhes são característicos. Por outro lado, a este ordenamento disciplinador do corpo urbano, a experiência estética empreendida pelo movimento se constituiu como um contraponto. É em uma de suas principais obras, O Camponês de Paris (1926) de Louis Aragon, que vamos encontrar a expressão mais pujante deste exercício. A deambulação pelo espaço urbano moderno, heterogêneo e mutante se oferece como um dos mais ricos e fecundos experimentos de encontros múltiplos ao acaso.

Palavras-chave


Educação dos sentidos; Surrealismo; Estética; Biopolítica Biopolítica

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/prppge.v4e02011120-136

Poiésis. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN-e 2179-2534

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