O CONTRA-ARGUMENTO CARTESIANO DO SONHO

Frank Willyans Chmyz

Resumo


Descartes, nas Meditações I, por meio do argumento do sonho, introduz-nos a um mundo onde perdemos o contato com nossas certezas. Por meio de um viés cético filosófico, adentramos no desconforto da perda da objetividade intrínseca à percepção e experimentamos, a não correspondência com o mundo material ao transpassarmos o umbral da razão. O Argumento do Sonho é parte fundamental da obra Meditações, de Descartes. Esse nos leva a dúvidas do estado em que estamos no “agora”, de onde inicia o nosso sonhar e o nosso momento de vigília, e qual deles seria um estado real de consciência. Nele, Descartes inicia as dúvidas a respeito de nossas percepções e, em uma descendente digressão, retira todos os nossos alicerces que sustentam o nosso conhecer, levando-nos ao vazio do cogito. No presente trabalho, veremos como se deu este momento Cartesiano e para isso iniciaremos com as ideias céticas e suas implicações para com filósofos e intelectuais na época de Descartes. Seguiremos com o argumento do sonho analisando seu formato único ao inferir dúvidas à nossa realidade e, por fim, discutiremos a validade do argumento que Descartes se apoia para refutar seu próprio argumento do sonho.

Palavras-chave


Argumento do Sonho; Descartes; Meditações.

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