TURISMO E INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL PARA VALORIZAÇÃO DAS PAISAGENS GEOLÓGICAS: POTENCIAL DO PARQUE ESTADUAL SERRA DO ROLA MOÇA, BORDA OESTE DO QUADRILÁTERO FERRÍFERO - MG

Vagner Luciano de Andrade, Charles de Oliveira Fonseca

Resumo


O presente artigo destaca a importância de áreas naturais do Parque Estadual Serra do Rola Moça, borda Oeste do Quadrilátero Ferrífero - MG, enfatizando a interpretação como mecanismo imprescindível para "saber olhar" a paisagem e entorno, através da contemplação e análise. Acessível a partir do bairro Jardim Canadá, o Parque Estadual, foi criado originariamente em 27 de setembro de 1994, com 3.900 hectares e abrangendo parte de quatro municípios. A região do Quadrilátero Ferrífero - QF localizada no sul da cadeia do Espinhaço, área de paisagens de transição entre importantes biomas, encontra-se no divisor de águas entre as bacias do Rio Doce e São Francisco, evidenciando um potencial ecológico, geológico e hídrico indescritível. No QF, a formação da mata atlântica, denominada floresta estacional semidecidual predomina a leste e sul, principalmente em áreas de drenagem e vales, oferecendo a população da RMBH consideráveis mananciais de abastecimento público. Já no oeste e norte, a ocorrência é de cerrado strictu sensu, campo-cerrado, cerradão e os campos rupestres das áreas de "canga". Estes ambientes específicos, da canga (itabiritos) encontrados no Brasil apenas na Serra dos Carajás, Pará e no QF, se caracterizam pela insustentabilidade da atividade de mineração. As "cangas" ou "ilhas de ferro" são formações ferríferas bandadas formadas por placas alternadas de sílica e ferro, comuns em cristas e encostas. A "canga" é uma rocha ferruginosa com cerca de 30 a 50 metros de profundidade que se sobrepõe ao minério-de-ferro e por isso compõe como um dos ecossistemas mais peculiares e ameaçados. A Serra do Rola Moça apresenta diversidades de paisagens geológicas apropriadas turisticamente inaugurando novas possibilidades e perspectivas.


Palavras-chave


Turismo geológico; Turismo geomorfológico; Geoturismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v5e2201660-84

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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