MAPEAMENTO DE DESASTRES NATURAIS NO RIO GRANDE DO SUL PARA O PERIODO DE 1985-2016

Tania Maria Sausen, Luiz Luiz Alberto da Costa Marchiori, Marlos Henrique Batista, Aline Faccin

Resumo


Em todo o planeta, processos físicos de diferentes intensidades e que fazem parte da dinâmica natural da Terra, tais como inundações, enxurradas, deslizamentos, terremotos, erupções vulcânicas e tsunamis acontecem independentes da ação do homem. Os impactos causados pelos desastres naturais, podem ser potencializados por fatores socioeconômicos, tais como a falta de planejamento urbano, de uma implantação efetiva de políticas públicas para a prevenção de desastres, do baixo poder aquisitivo e cultural da população. Os desastres naturais acontecem ao redor do mundo com muita frequência e afetam tanto países desenvolvidos como os em desenvolvimento e, sem distinção, causam danos a todas as camadas da sociedade, dos mais ricos aos mais pobres. De um modo geral os eventos de desastres se distribuem da porção Leste (a menos afetada) para a porção Oeste do estado, pincipalmente para os referentes a Estiagem, Vendaval e Inundação, e mais no sentido Norte (a mais afetada) para Sul (a menos afetada) para os eventos de Enxurrada e Granizo, este último com tendências a porção Noroeste. Porém, para todos os desastres analisados, o Litoral do estado é a porção menos afetada, e quanto mais para o interior, maior o número de ocorrências, principalmente para aqueles relacionados a fenômenos hídricos (presença ou ausência) como a estiagem e as inundações. A técnica da Krigagem Ordinária foi adequada para o mapeamento das áreas de tendências de ocorrências de desastres no Rio Grande do Sul, pois possibilita caracterizar as áreas preferenciais de ocorrência de cada um dos tipos de eventos analisados, o que se configura em uma ferramenta importante para o planejamento de ações de prevenção e mitigação de desastres.


Palavras-chave


Desastres naturais. Mapeamento de ocorrências. Mitigação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v7e02018268-302

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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