DESFLORESTAMENTO E EFICÁCIA DAS POLÍTICAS DE CONSERVAÇÃO: OS IMPACTOS DA METROPOLIZAÇÃO EM IRANDUBA, AMAZONAS

David Franklin da Silva Guimarães, Marcileia Couteiro Lopes, Mônica Alves Vasconcelos, Mônica da Costa Pinto

Resumo


A partir do ano 2000 o governo brasileiro criou as unidades de conservação como estratégia de redução do desmatamento. No entanto, com o constante processo de urbanização na Amazônia, essa estratégia nem sempre se mostra eficaz. Esse estudo tem como objetivo avaliar o desflorestamento no município de Iranduba antes e depois da criação da região metropolitana de Manaus, assim como avaliação da política de conservação existente no município com ênfase nas unidades de conservação, gestão ambiental e legislação. Para a realização da pesquisa foram realizados levantamentos bibliográficos e ferramentas de geotecnologias. Os resultados mostraram que o desflorestamento obteve um incremento elevado no período analisado, saltando de 16,7% da área total do município no ano de 1991 para 27,8% no ano de 2014. Das unidades de conservação existentes no município, a que mostrou maior eficácia na proteção dos recursos naturais foi a RDS Rio Negro que possui apenas 9,49% de área desflorestada no ano de 2014. Já a APA da Margem Direita do Rio Negro foi mais afetada pelo processo de antropização, tendo 46,25% de sua área classificada como desflorestada. O município de Iranduba vem sofrendo uma grande transformação da cobertura do solo e este processo foi intensificado com a criação da Região Metropolitana de Manaus. Os resultados podem ser importantes ferramentas de apoio aos tomadores de decisão do município.


Palavras-chave


Análise Temporal. Sensoriamento Remoto. Gestão Ambiental. Legislação Ambienta. Amazônia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v7e32018215-235

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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