CONTRIBUIÇÃO DA MACRÓFITA AQUÁTICA Eichhornia crassipes NA REMOÇÃO DE NITROGÊNIO AMONIACAL DE EFLUENTES SANITÁRIOS

André Luis Vilanova Ribeiro, Fabiana Soares dos Santos, André Marques dos Santos, Ricardo de Freitas Branco

Resumo


O lançamento, em corpos aquáticos, de águas residuárias não tratadas tem comprometido a qualidade e a disponibilidade de água doce no planeta. Uma forma de resolver este problema é investir no tratamento de águas residuárias, sobretudo de efluentes sanitários. Os sistemas de leitos cultivados (LC) constituem-se em uma alternativa ecológica, pois são baseados nos mecanismos de autodepuração que ocorrem em áreas alagadas e, por isso, possuem baixo custo de implantação, operação e manutenção. Este trabalho teve como objetivo avaliar, por meio de dois bioensaios simulando LC, a contribuição da macrófita aquática Eicchornia crassipes na remoção de N-amoniacal de efluentes sanitários pós-tratamento secundário. No bioensaio I, foi avaliada a influência do aumento do número de plantas por vaso na remoção de N-amoniacal do efluente. Plantas de E. crassipes foram dispostas em vasos contendo 6 L de efluente e em cada tratamento foi testada a influência do aumento do número de plantas por vaso: 1, 2 e 3 plantas/vaso e 3 tempos de detenção hidráulica (TDH): 7, 14 e 21 dias. Os resultados do bioensaio I mostraram a eficiência das plantas na remoção de N-amoniacal do efluente, sendo esta remoção mais significativa até o TDH de 14 dias em vasos contendo 3 plantas. No bioensaio II, foi estudada a influência do estádio de desenvolvimento da planta de E. crassipes: parte aérea alta e parte aérea baixa, na eficiência de remoção de N-amoniacal do efluente em dois TDH: 14 e 28 dias, com a colheita dos espécimes dispostos nos LC no TDH 14 dias, e a reposição com novos espécimes e cultivo por mais 14 dias. Neste bioensaio foi evidenciada a viabilidade de utilização de LC com esta macrófita aquática para a remoção de N-amoniacal no efluente analisado, tendo sido alcançada 100% de remoção de N-amoniacal, ao final do experimento.


Palavras-chave


Tratamento de efluentes; Tratamento biológico; Fitorremediação; Sustentabilidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v8e32019215-234

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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