ESTUDO ESPAÇO TEMPORAL DE ÁREAS SUSCEPTÍVEIS À DESERTIFICAÇÃO DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

Ana Célia Saraiva de Moura Garcia, José Coelho de Araújo Filho, Hernande Pereira da Silva, Renata Maria Caminha M. de O.Carvalho

Resumo


Essa pesquisa teve como foco identificar áreas susceptíveis à desertificação a partir do estudo espaço temporal de imagens orbitais, na bacia do rio Moxotó, nos anos de 1995, 2006 e 2016. Assim, partiu-se do pressuposto que a estabilização de solos degradados, desnudos ou com vegetação muito rala, ao longo dos anos, no contexto de mudanças climáticas, podem potencializar processos desertificativos nas regiões semiáridas. Para tanto, aplicou-se a técnica de Modelo Linear de Mistura Espectral - MLME, Programação Álgebra de mapas. Foram pesquisados dados pluviométricos, eventos ENOS e realizado trabalho de campo. Os resultados mostraram que a bacia do rio Moxotó apresenta aproximadamente 32% de áreas vegetadas, conservadas durante os 21 anos de estudo, 28% de áreas degradadas, 21% de áreas que foram recuperadas, 9% de áreas com potenciais à desertificação, e 10% de áreas de corpos hídricos, nuvens e sombras durante o período de estudo. Os municípios mais afetados na bacia do rio Moxotó, estão situados no Estado de Pernambuco e compreendem Ibimirim, Inajá e Custódia. No Estado de Alagoas, os municípios afetados são Mata Grande, Pariconha e Delmiro Gouveia. No âmbito da gestão ambiental, os resultados poderão contribuir na discussão sobre as formas de manejo sustentáveis em áreas degradadas e subsidiar a tomada de decisão quanto à implantação de ações e programas que possam apoiar o desenvolvimento territorial com sustentabilidade.

 

Palavras-chave: Bacia hidrográfica. Gestão ambiental. Caatinga. Evento ENOS.


Palavras-chave


Bacia Hidrográfica; Gestão ambiental; Caatinga; Evento Enos

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v8e32019352-370

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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