SUSTENTABILIDADE DO USO DA TERRA NO CERRADO MARANHENSE: SOJA E FEIJÃO-CAUPI

Pires Cristina Gomes Pires, Pablo Nascimento de Oliveira, Ludhana Marinho Veras, Régia Maria Gualter, Gregori da Encarnação Ferrão

Resumo


O desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias e sistemas de manejo agrícolas e a intensificação do uso da terra permitiram o rápido crescimento populacional percebido até os dias atuais. No entanto, a história evidencia a existência do desafio em aumentar a produtividade agrícola aliada à realização de práticas adequadas de manejo sobre os agroecossistemas. Deste modo, nas últimas décadas, a busca por sistemas sustentáveis e altamente produtivos fez com que técnicas deixassem de ser simplesmente importadas e sim desenvolvidas e/ou adaptadas em face às necessidades de cada bioma. Assim a hipótese apresentada neste trabalho, é de que a otimização do espaço no plantio de soja, no curto período chuvoso do cerrado maranhense, pela sucessão do feijão-caupi, ou seja, o plantio do feijão-caupi após a colheita da soja, pode minimizar os impactos no solo nesta região. O estudo foi realizado através da revisão de literatura sistemática, utilizando-se livros de referência e artigos científicos que discorrem sobre o tema. Constatou-se que o plantio do feijão-caupi associado à cultura da soja após sua colheita (i.e. sucessão) possui potencial agrícola e ambiental, pois possibilita a intensificação do uso das áreas de produção por mais tempo durante o ano e mantém a cobertura do solo que minimiza os impactos negativos decorrentes do solo descoberto, como compactação e erosão.  Desta forma, destaca-se a relevância de estudos específicos para corroborar os benefícios ambientais e agronômicos da sucessão soja/caupi verificados na literatura, sendo necessários trabalhos sobre viabilidade econômica e percepção do sojicultor do cerrado maranhense sobre esta alternativa sustentável.

 


Palavras-chave


Vigna unguiculata (L.) Walp. Glycine max L. Impacto ambiental. Plantio direto. Sustentabilidade agrícola.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v7e42018589-608

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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