SECAGEM DE COGUMELOS COMESTÍVEIS COMO PRÁTICA SUSTENTÁVEL

Davi Scharf Higino da Silva, Thaynã Gonçalves Timm, Tania Maria Costa, Cristiane Vieira Helm, Lorena Benathar Ballod Tavares

Resumo


Resíduos sólidos agroindustriais, que podem gerar impactos negativos à sustentabilidade ambiental, são empregados como biomassa lignocelulósica para produção comercial de cogumelos comestíveis, um alimento de alta qualidade nutricional e terapêutica. No entanto, estes fungos comestíveis são altamente perecíveis e o processo de secagem apresenta-se como alternativa para sua armazenagem segura. Neste trabalho foram investigados os efeitos da temperatura de secagem (35°C e 55ºC) do micélio do fungo comestível Lentinus crinitus cultivado em meio sintético utilizando cinética de secagem. Curvas experimentais de secagem foram obtidas em períodos crescentes até a obtenção de massa constante, empregando estufa de circulação. Os micélios secos a 55ºC demandaram menor tempo de processo e, consequente, redução do consumo energético, sem comprometimento das funções biológicas do fungo. Os modelos matemáticos (Empíricos e Semi-empíricos) testados se ajustaram as curvas de ambas as temperaturas. Porém, os melhores ajustes foram o modelo Page para 35°C e o modelo Midilli para 55ºC. Com base nas equações dos modelos, os resultados indicaram que o tempo para secagem do fungo será de aproximadamente 70 minutos, nas condições geométricas da amostra empregada, quando realizado em temperaturas próximas de 55ºC.


Palavras-chave


Basidiomicetos. Desidratação. Desenvolvimento sustentável. Lentinus crinitus.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/rgsa.v9e02020830-846

R. gest. sust. ambient., Florianópolis.Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2238-8753 Licença Creative Commons
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