Percepções do tempo e memória de um franco-argelino: estudo do romance Le Premier Homme (1994), de Albert Camus

Jéssica Teixeira Magalhães

Resumo


No fim da década de cinquenta, quando eclodiu o conflito de independência na Argélia e grande parte dos intelectuais franceses apoiavam a causa nacionalista, Albert Camus encontrava-se em posição marginal no cenário francês e escrevia o manuscrito do que viria a ser o romance Le Premier Homme. A narrativa traça a trajetória de um franco-argelino em busca de rastros sobre seu pai morto na Primeira Guerra Mundial enquanto lutava pela França. O texto que viria a ser publicado em 1994 por sua filha Catherine Camus rememora a história da Argélia colonial e dos franceses que ali chegaram ao final do século XIX, a partir da memória de uma comunidade que vive na pobreza e no anonimato. O presente artigo analisa brevemente o romance tendo em vista as diferentes percepções do tempo na compreensão histórica, a relação entre histórica e ficção, e a importância da memória como fonte e como construtora de identidade.


Palavras-chave


Memória; Ficção; Albert Camus.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v1e2201484-98

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