Uma narrativa contra o esquecimento: a história da Guerrilha do Araguaia (1972-1975) em Azul-corvo, de Adriana Lisboa

Noraci Cristiane Michel Brauks, Leoné Astride Barzotto

Resumo


O presente artigo visa discutir a relação entre história e literatura a partir do conceito de memória. Num primeiro momento são abordadas, a partir da discussão de Paul Ricoeur as noções de memória individual e memória coletiva, e a manipulação da memória pela ideologia do poder e sua relação com a identidade. A seguir, procura-se estabelecer convergências entre o que é dito sobre a Guerrilha do Araguaia em Azul-corvo (2010), romance de Adriana Lisboa, e a história contada recentemente pelos sobreviventes da guerrilha, reunidas no livro Operação Araguaia (2005), de Taís Morais e Eumano Silva. Nessa relação, a literatura compõe o conjunto de trabalhos contra o esquecimento dessa história de repressão violenta durante o período da ditadura no Brasil.


Palavras-chave


Literatura & História; Memória; Guerrilha do Araguaia; Adriana Lisboa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v1e22014142-156

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