Patrimônio cultural em disputa: considerações acerca das práticas colonizadoras nos processos de patrimonialização

Patrícia Rangel, João Paulo Amaral

Resumo


O campo patrimonial é flanqueado por incessante disputa política e contribuições das mais diversas áreas de conhecimento. As últimas décadas testemunharam a ampliação da noção de patrimônio cultural, tendo por base, por um lado, uma definição de cultura como modos de vida e representações de mundo e, por outro lado, o princípio do relativismo cultural de respeito às diferentes formas culturais, aos valores e referências de cada grupo, que devem ser compreendidos a partir de seus contextos. Neste trabalho, buscamos lançar um olhar crítico às práticas eurocêntricas e masculinas no processo de patrimonialização, explorando propostas e possibilidades a partir de metodologias participativas que incluam a perspectiva dos grupos subalternizados, inspirados pelas iniciativas de co-labor, de pesquisa-ação participativa e pesquisa descolonizada militante levadas a cabo por Chandra Mohanty, Mercedes Domínguez e Leyva Solano Xóchitl. Como exemplo, analisamos brevemente a implantação do INRC da viola de cocho a partir dessa perspectiva.

Palavras-chave


Patrimônio cultural; Teoria decolonial; Pesquisa-ação participativa.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v4e1201719-44

Apontamentos

  • Não há apontamentos.

Comentários sobre o artigo

Visualizar todos os comentários


Direitos autorais 2017 Patrícia Rangel, João Paulo Amaral

Revista Memorare, Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2358-0593.

  Licença Creative Commons
Revista Memorare de Revista Memorare está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.