A luz contra as trevas: o mal nas mitologias como raiz simbólica e imaginária do etnocentrismo

Julvan Moreira de Oliveira

Resumo


O objetivo deste trabalho foi compreender as matrizes imaginárias que dão base para o preconceito, a discriminação e o racismo que se manifestam intensamente em nosso cotidiano. Utilizando de uma análise mitocrítica, esse estudo acentuando a importância do mito como um vetor para a compreensão do espírito humano, buscou os pressupostos ou imagens que estão ligadas as personificações do mal, imagens que em nossa cultura são simbolizadas pela cor preta, identificadas por Durand como “as faces do tempo”, ou seja, nictomórficas, catamórficas e teriomórficas. Conclui-se que as estruturas do imaginário individual e/ou grupal no ocidente é marcado pelo universo esquizomórfico, ou heroico. Este regime imaginário será sempre excludente do negro e do feminino. Assim, será necessária uma reelaboração simbólica dos nossos discursos pedagógicos, em direção a outra estrutura imaginária, em que a cor preta não represente a queda, mas que tenha o sentido de tranquilidade, da noite calma e do calor ou conforto do lar.

Palavras-chave


Etnocentrismo; Mal; Cor preta.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v4e2-II2017138-164

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