Memórias coletivas e narrativas museológicas: limites e conflitos da representação de identidades

Átila Bezerra Tolentino

Resumo


Ao conceber a memória e a identidade como uma construção, este artigo parte do pressuposto de que elas são resultado das ações dos sujeitos sociais que as estão construindo e reconstruindo, ou seja, a memória e a identidade são dinâmicas e histórico-socialmente determinadas no momento presente, por meio de um jogo social carregado de negociações, lutas, embates e conflitos. Igualmente, sua representação, por meio de uma narrativa museológica, está atrelada a um discurso ideologicamente determinado, que reflete esse jogo social e envolve a tarefa de seleção entre o que lembrar e o que fica no limbo do esquecimento, constituindo, assim, um espaço social de disputa política, econômica e simbólica. Para a reflexão, é trazido um aparato teórico de autores que consideram a memória como um fenômeno social e, consequentemente, levam em conta os aspectos sociais da construção de identidades, como Maurice Halbwachs, Henri Bergson, Joël Candau, Manuel Castells e Paul Ricouer.

Palavras-chave


Memória coletiva; Identidade; Museus

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v5e1201862-77

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Revista Memorare, Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 2358-0593.

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