(H)ERÉTICA: SOBRE EREÇÕES E ÉTICA

Gleiton Matheus Bonfante

Resumo


Que possibilidades éticas a universalidade tem a oferecer a uma humanidade fundada na e sustentada pela desigualdade? Essa é a questão que este artigo pretende tensionar ao observar os gatilhos afetivos do discurso em duas situações de embate ético na etnografia linguística. Analisa uma interação entre um professor do norte global e um doutorando sul-americano negociando limites éticos para argumentar por uma ética de pesquisa que seja radicalmente particular e contextual. Para tanto, também analisa o deboche de participantes em grupos de WhatsApp para performances íntimo-espetaculares quanto ao pedido de consentimento. Deboche é evidência de que, ao contrário de sujeitar nossos colaboradores a nossos métodos burocráticos, pode ser mais ético que o pesquisador abrace o modelo ético que responde às expectativas da comunidade em que se insere. Antes da análise, o artigo oferece uma revisão bibliográfica sobre ética e colonialismo que respalda teoricamente a discussão empreendida.


Palavras-chave


Ética de Pesquisa. Bareback. Linguística Aplicada Indisciplinar. Colonialismo. Afeto.

Texto completo:

PDF/S


Ling. disc. Universidade do Sul de Santa Catarina, Santa Catarina, ISSN 1982-4017

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.