Potências do tempo na ficção científica em quadrinhos: pós-futurismo, antifuturismo e retrofuturismo

Alexandre Linck Vargas

Resumo


O tempo da ficção científica não é o tempo crônico. Sua poética parece exigir um outro tempo, aiônico, estilhaçando o presente a partir de imagens do passado e do futuro técnico. Contudo, como é possível ainda existir ficção científica quando a perspectiva de futuro acaba? É a partir dessa questão que se investigará a produção de ficção científica em quadrinhos europeia pós-1977, marcada, na Itália, na França e no Reino Unido, por diferentes relações com o futuro. A história em quadrinhos franco-belga, com artistas como Yves Chaland, adota o retrofuturismo, resgatando o neofuturismo belga dos anos 1950. A italiana revista Cannibale, criada por Stefano Tamburini, traduz a estética antifuturista do Movimento de 77. E a criação da revista britânica 2000 AD, editada por Pat Mills, faz da narrativa distópica a imagem do pós-futuro. Tratase de uma pesquisa exploratória nos marcos da estética e cultura, utilizando-se de referencial bibliográfico e documental em quadrinhos.

Palavras-chave


História em quadrinhos; Tempo; Futurismo; Fim do futuro.

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DOI: http://dx.doi.org/10.19177/memorare.v8e12021217-228

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